Uma historinha chinesa

Hoje, na faculdade, fiz uma coisa que sempre quis fazer quando alguém me pedisse um conselho. Sempre. Só não fazia porque não achava conexão entre a situação exposta pela pessoa e o que eu queria fazer, sabe. Mas, hoje, eu achei.
Era intervalo da aula de Filosofia da Ciência. M., da minha sala, veio me contar um problema pessoal e pedir minha opinião. De repente, senti que era o momento. A hora de fazer o que sempre quis fazer quando tivesse o gancho, sabe? Ela acabou de falar, me olhou e, em vez de comentar diretamente o que ela disse, eu falei:

Eu: Vou contar uma fábula chinesa que ilustra bem sua situação.

Ela ficou imóvel, me olhando.
Era a primeira vez na vida que uma pessoa me contou um problema e eu me lembrei de alguma historinha chinesa que ilustrasse bem aquela situação!

Daí, sob os olhares atentos dela, eu contei a historinha.
Mas, para meu desgosto, tudo o que ela comentou quando eu acabei é que eu já fui muito, mas muito melhor para dar conselhos.
Ai, ai.
Eu imaginava um desfecho melhor para esta frase que guardei por tanto tempo.
Mas ainda acho que minha historinha se encaixou muito bem no caso e que o problema é que a mente ocidental dela não conseguiu captar a mensagem.

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