Promessas e sobremesas

Da série…

… o que podemos aprender com isso

No sábado à noite, combinei de jantar com meu namorado e um casal de amigos. Eu e ele saímos da minha casa, chamamos o elevador e, nesse momento, fui acometida por um momento fofo e disse do nada:

Eu: gosto tanto de você!
Ele (acometido pela mesma fofura): eu também. Quero ficar para sempre com você.
Eu: para sempre? Será que a gente vai ficar junto pra sempre?
Ele: Prometo que vamos.

O meu erro foi que, em vez de ficar calada e sorrir docemente, resolvi aproveitar o clima promessas e:

Eu: você promete? Então promete outra coisa pra mim? Bem mais simples?
Ele: o quê?
Eu: que você vai dividir a sobremesa comigo no restaurante hoje. Não quero comer tudo sozinha. Promete?

O olhar determinado se desmanchou numa nuvem de dúvidas e ele disse:

Ele: não sei, Lili… você sabe que eu não gosto muito de doce…
Eu: puxa…
Ele: não tem como te prometer isso agora. Lá a gente vê, tá bom?

Era para eu aprender alguma coisa com esse diálogo, eu sei que era, mas ainda não entendi muito bem o quê.

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