Sobre meu jeito com crianças

Não sei se já contei aqui, mas tenho um meio-irmão de 3 anos, o Alê. Bom. Da última vez que fui a BH, brincamos um pouco, assistimos a desenhos e, mais uma vez, percebi que…

… não sei me comportar com crianças

1) Eu faço constatações errôneas e/ou inúteis

Estávamos assistindo a um desenho e:

Eu: Olha que legal, Alê! Uma ovelha!!!

Silêncio.

Alê: Não é uma ovelha, é um poodle.

(Era bem parecido, juro).

(Sem contar que, mesmo se fosse uma ovelha… e daí que era uma ovelha, né? Aonde ia me levar esse tipo de comentário, “Olha, uma ovelha”?)

2) Eu não sei conversar

Eu estava lendo, quando ele me mostrou seu boneco do Batman.

Alê: olha meu boneco.
Eu: cadê o braço dele?
Alê: eu quebrei.
Eu: hum…

E fiquei olhando para a cara dele. Nisso, chegou meu irmão, o já adulto Rodrigo.

Alê: olha meu boneco.
Rodrigo: cadê o braço dele?
Alê: eu quebrei.
Rodrigo: você quebrou o braço do Batman?? Sabe o que isso significa? Que você é mais forte do que o Batman!
Alê: é mesmo?
Rodrigo: e sabe como ser mais forte ainda? Consertando o braço dele! Olha como você é mais poderoso do que um super-herói!

E lá foram os dois procurarem o braço do boneco para consertar. Os olhos do Alê, brilhando.

(Não mais do que os meus. Como o Rodrigo aprendeu isso? Ele nem tem filhos!)

3) Eu evito respostas objetivas

Alê: Existe fantasma?
Eu (distraída, lendo um gibi): Não sei, Alê… ninguém sabe.. alguns dizem que já viram. Eu nunca vi.

Após alguns segundos de silêncio, largo meu gibi, olho para ele e o vejo imóvel, mudo, olhos arregalados.

Enfim. Se algum dia eu tiver filhos, vou ficar torcendo para que eu seja acometida por esse tal de instinto maternal.

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