Sobre como as pessoas subvertem a lógica de uma discussão (ou: sobre como as pessoas são loucas)

Encontro na rua uma amiga minha que eu não via há séculos. Começamos a conversar e, em determinado momento, eu:
Eu: E o Paulo, como tá?
M.: A gente terminou. Tô com ódio dele!
Eu: Sério? Que pena, vocês formavam um belo casal.
M.: Você fala isso porque não sabe o que ele fez.
Eu: O que ele fez?
M.: Ele descobriu a senha do meu e-mail, entrou lá e leu tudo, acredita?
Eu: Nossa!
M.: Me conta, Lili, como posso namorar um cara desconfiado assim, que entra no meu e-mail para descobrir se tem alguma coisa suspeita lá?
Eu: Não tem como mesmo! Que cara louco…
Pausa.
Eu: Espera, mas tinha alguma coisa suspeita lá?
M.: Bom, ele descobriu uma traição minha, mas o ponto não é esse, né? O ponto é: como vou ter paz namorando um cara que vasculha meu e-mail? Como vou namorar alguém que não confia em mim e fuça meu email? Louco!
Enfim. Pessoas, pessoas. Sou humano e nada do que é humano me é estranho.

P.S.: comentaram no post anterior que falo muito sobre chocolate e que deveria variar. Por isso, resolvi voltar a falar sobre caramelos mastigáveis. Aguardem!

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