Coisas que um estudante de filosofia sempre ouve

Ainda estou no primeiro ano do curso, mas já deu para perceber que alguns comentários farão parte da minha rotina até o final. Da mesma forma que tive que me acostumar, quando fiz jornalismo, a ouvir “Ah! Você vai morrer de fome”, agora tenho que me acostumar a ouvir…

* Ih, cuidado para não ficar louca! (variação: Ih, vai ficar mais louca do que já é!)
As pessoas geralmente acompanham esse comentário com exemplos de filósofos que ficaram loucos, como Nietzsche. Ninguém cita os filósofos que viveram normalmente e morreram, digamos, porque tiveram tuberculose ou foram atropelados.

* Ai, lá vem, vai dar uma de filósofa!
Antes de entrar no curso, eu podia ficar parada com a mão apoiada no queixo, pensando, que ninguém falava nada. Se o assunto na roda de amigos ou no almoço com os colegas de trabalho era sobre política ou economia e eu fazia algum comentário, ninguém falava nada. Agora, sempre que eu fico nessa posição com a mão no queixo ou se faço algum comentário mais, digamos, sério, alguém fala: Ai, meu Deus, lá vai ela dar uma de filósofa!

E, finalmente, a pergunta clássica:

* Filosofia? Pra quê?
Amigos, amigos de amigos, parentes, a faxineira lá de casa, minha dermatologista, todos já me fizeram esse questionamento quando prestei o vestibular e vários me fazem até hoje. O pior não é nem ouvir essa pergunta. O pior é não saber muito bem como respondê-la.

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