Livros e ócio

Ontem passei a manhã gravando novos vídeos para do site e, quando voltei para a redação, imaginei que todo mundo já tivesse almoçado e fui comer sozinha. Geralmente, almoço com várias pessoas, conversamos enquanto comemos e depois ainda ficamos na área externa do café, tomando café, conversando e relaxando sob o sol. Isso dá, no total, uma hora e pouco de almoço. Bom. Engoli a comida em dez minutos, como acontece geralmente quando as pessoas almoçam sozinhas, e lembrei que eu tinha um livro na bolsa. Aí, pensei: “Vou aproveitar que almocei rápido e ler por meia hora antes de subir, o tempo que costumo tomar café lá fora”. Fui toda feliz para a lanchonete, pedi um café com creme e fiquei na minha bolha café/livro, quando uma colega passou e gritou:
Colega: Ê, vida boa, hein!

Continuei lendo, mas, dez minutos depois, outro colega, de outra revista, passou e:

Colega 2: Que folga, hein!

Assim, em vez de meia hora, li por vinte e um minutos e subi pensando: por que tantas pessoas acham que ler é igual a estar à toa? Quando fico batendo papo depois do almoço, ninguém fala nada. Aliás, se bato papo na redação, ninguém fala nada. Quando navego na internet, ninguém fala nada. Para piorar, tem um jardim zen no banheiro, e, quando fico brincando no jardim zen, ninguém fala nada!

Por quê? Por quê?

Ao contrário do que posso ter dado a entender, encerro este post sem chegar a nenhuma conclusão.

Deixar comentário

Your email address will not be published.