Sobre a minha saga de vestibulanda

A lista da Fuvest acabou de sair! Passei para filosofia! Estou me sentindo com 18 anos. A partir de março, estudarei filosofia na USP.

Ah, uma explicação: sim, eu tinha prestado vestibular para filosofia.

Bom, vamos explicar tudo no começo, para este não ser um post (muito) confuso. Então vamos ao post em si, que é…
… Sobre a minha saga de vestibulanda

A decisão
Meio do nada, em um sábado à tarde do começo de 2006, resolvi que estava cansada de só trabalhar e que iria fazer faculdade de novo. Queria um curso que, digamos, me preenchesse academicamente, coisa que o curso de jornalismo não fez.

A segurança inicial
No meio do ano, fiz minha inscrição para a fuvest e pensei: “Pff, passei com tanta folga quando prestei jonalismo na UFMG, fazer um segundo vestibular vai ser tão tranqüilo.”

O plano
Em setembro, eu me matricularia feliz no cursinho, em um curso de três meses. Nesse período, todo o conhecimento que adquiri 8 anos atrás, no terceiro ano do ensino médio, seria rapidamente reabsorvido pela minha mente. Minha experiência de vida – 8 anos mais velha que os alunos, em média – só contribuiria para a reabsorção.

A realidade
Logo no primeiro dia de aula, o professor de matemática perguntou para a classe: “Vamos começar com uma matéria simples, as equações de segundo grau. Qual é a fórmula de Báskara?”. Enquanto todos os alunos respondiam em coro, eu só pensava: “Quem é Báskara???”

O desânimo
Após uma semana acordando às 05h45 para ir pra aula e depois indo para o trabalho, onde ficava até no mííínimo às 20h, pensei: “Estou louca. Não vou conseguir estudar a matéria toda. Estou exausta. E todo mundo da minha sala sabe mais do que eu. E estudar e trabalhar é humanamente impossível.”

O retorno das trevas
Espantei o medo e intensifiquei o ritmo, redescobrindo a beleza de acordar cedo (não redescobri, mas pelo menos me acostumei), não matando aula (embora perdesse as duas últimas aulas todo dia, por causa do trabalho, mas fazer o quê) e passando a estudar à noite, quando chegava da Abril, por uma hora e meia, que é o que dava. Nos sábados e feriados, dedicação total.

O susto
Conferindo o gabarito da primeira fase, achei minha nota bem baixa, se comparada ao meu primeiro vestibular. Mas, como era mais alta que a nota de corte do ano anterior, segui confiante com meus estudos. Saiu o resultado, e, para a minha felicidade, passei, até com uma certa folga. Segui estudando. Viajei no Natal e no réveillon, mas, mesmo nas viagens, li algumas horas por dia (as pessoas que viajaram comigo que o diga!)

A consagração
Passei! E agora só quero descansar, trabalhar e namorar. E estudar, e muito… mas só a partir de março, quando começam as aulas.

Deixar comentário

Your email address will not be published.