Confissões de uma colunista relapsa

Hoje, no msn, com minha amiga que vou chamar de Paula, apesar de o nome verdadeiro dela ser Mariana:
Paula: Decidi que vou esquecer meu namorado.
Eu: Hum? Como assim?
Paula: Esse meu namoro está me fazendo sofrer demais, chega. Só que, se eu terminar agora, vou sofrer muito. Então decidi parar de gostar dele, antes de terminar.
Eu: E você acha que é simples parar de gostar de alguém? Tipo apertar um botão?
Paula: Acho, sim.
Eu: Louca.
Paula: Se eu parar de pensar nele, cortar cada pensamento sobre ele, e coisas assim, vou acabar parando de gostar dele.
Eu: Bom, eu não concordo. Seu namoro faz você sofrer, sim, mas você parar de gostar dele vai ser uma questão de sorte, não de escolha.
Paula: Lili…
Eu: Oi.
Paula: Só pra ficar claro. Você está me dizendo que eu não posso decidir parar de gostar de alguém?
Eu: Estou.
Paula: Que curioso, porque você escreveu uma vez, na sua coluna da Capricho, que podemos parar de gostar de alguém. Foi um texto inteiro pregando isso. Você deu todas as dicas para esquecer alguém.
Eu: Hã? E como é?
Paula: Você pára de pensar no cara, corta cada pensamento que aparecer… e daí você acaba parando de gostar dele.

Pausa.
Paula: Lili?
Eu: Eu escrevi isso mesmo. Lembrei. O que você quer mais, meu sangue?
Paula: Bom, então você acha que meu plano vai funcionar, né?
Eu: Sei lá. Não quero opinar a respeito.
Moral da história: se você pretende ter uma coluna, ou um blog, ou qualquer coisa que exija que você exprima suas opiniões por escrito… NUNCA se esqueça do que você já escreveu um dia. Anote num bloquinho os tópicos sobre os quais você discorreu e ande com ele na bolsa. Ou melhor: deixe-o na cabeceira para ler e decorar toda noite, antes de dormir.
(Se bem que eu posso ter escrito uma coisa e mudado de idéia, certo? Afinal, quem conhece minha coluna na Capricho sabe muito bem que eu escrevi uma chamada “Como é bom mudar de idéia” Dessa eu lembro!).

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