A síndrome das eleições

Passei o final de semana em BH, para votar, e, como eu temia, fui vítima da…
… nostalgia das pessoas que votam na escola onde estudaram
Fomos eu, minha mãe e meu irmão votar na mesma zona: o colégio Frei Orlando, onde minha mãe estudou por vários anos. Se eu não me lembrasse disso, teria me lembrado. Porque faz quatro anos que é a mesma coisa:
Nas escadas
“Ai… quantas vezes subi e desci essas escadas… Ai…”
Na frente da sala X
“Foi ali que fulano falou que eu era linda… Voltei para casa pulando de felicidade…nossa…”
Na frente da sala Y
“Vamos passar correndo, não quero ficar muito tempo aqui! Foi nessa sala que o ciclano me disse que eu ia tomar recuperação em matemática… ai…”
Isso porque no primeiro turno eu já tinha sido vítima da mesma…
… nostalgia das pessoas que votam na escola onde estudaram

Eu e meu novo namorado fomos votar no Dante Alighieri, colégio em SP onde ele estudou a vida inteira. Quer dizer, ele foi votar e eu fui justificar. O que importa é que lá fomos nós…
No pátio
“Putz! Quantas vezes corri aqui com o fulano, o ciclano, e o Beltrano, então…” (todas pessoas devidamente desconhecidas por mim, o que piora tudo)

Na frente da sala Z
“Ali é a sala do diretor! Foi ali que ele falou todo bravo que eu ia levar suspensão, hahaha!”

Na frente da cantina W
“Hmm, eu sempre comia pizza e tomava Guaraná ali! Legal, né…”

Superlegal.

Ah… família… namorado… relações humanas… candidatos.
Todos tão danadinhos.

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