Alguns hábitos relativos a comida e bebida que tenho que abandonar/diminuir em São Paulo:

Me oferecer para pagar a conta do restaurante sem ver o preço antes

Terça passada, eu e meu namorado jantamos num japonês e eu, alegremente, disse: pode deixar que eu pago! Só na hora de fazer o cheque que olhei a conta: 120 reais. Não existem restaurantes japoneses com conta de 120 reais para duas pessoas que comeram pouco, em Belo Horizonte! Pelo menos, nunca fui em um. Mas como falei que ia pagar, paguei, né.
Falar “pão de sal”  para designar o “pão francês”

Ninguém entende o que eu quero dizer. A não ser que o funcionário seja mineiro.
Pedir, numa pizzaria, para o garçom trazer catchup

Eles me fuzilam com o olhar. Parece que é crime em São Paulo colocar catchup na pizza – se não é crime, é no mínimo uma contravenção extremamente grave com direito a repúdio de todos os presentes na mesa. Tenho que confessar aqui que eu adoro pizza com catchup, como muitos mineiros e cariocas.
Perguntar numa lanchonete ou cafeteria: “Tem café de coador?”

Não existe café de coador em 99% das lanchonetes/cafeterias de São Paulo, só café expresso, que eu destesto (tomo dois ou três por dia só para suprir minha carência de cafeína). Só tomei café de coador quatro vezes aqui em SP, as quais guardo com carinho no meu coração: duas na casa do irmão do meu namorado, uma num boteco de Cubatão (nossa, que café bom! Quase igual ao da minha mãe) e outra em uma cantina no Pinheiros – bem mediano, mas era de coador, que é o que importa.

Deixar comentário

Your email address will not be published.