Como há vendedores assustadoramente pentelhos ou A incrível semelhança entre o vendedor de consórcio de casa própria e a minha mãe

Estou trabalhando bem tranqüila, quando meu telefone toca.

Eu – Alô.
Vendedor – Olá, com quem eu falo?
Eu – Liliane.
Vendedor – Olááá, Liliane. Estou ligando da empresa Y para perguntar o que você acha de entrar num consórcio para comprar sua casa própria.
Eu – Hmm, não, obrigada.
Vendedor – Mas, Liliane, me responda uma coisa: você mora de aluguel?
Eu – Moro.
Vendedor – E você não se interessa em se ver livre do aluguel?!
Eu – Sinceramente, não…
Vendedor – Mas por que não, Liliane? Você não se interessa em ter segurança, estabilidade na sua vida..?
Eu – Você está falando igualzinho à minha mãe.
Vendedor – E sua mãe está certa, Liliane. A pessoa precisa de estabilidade na vida. Me desculpe, Liliane, mas você não acha que é uma certa inconseqüência não pensar no seu futuro?
Eu – Olha, vou responder para você o mesmo que falo para minha mãe: é mais fácil eu economizar para viajar a passeio para Tóquio do que para comprar uma casa própria.

Discutimos mais um pouco e falei, por fim, que ele podia me mandar um fax com as explicações que ele quisesse. Quando o fax chegou, fiz uma bolinha com o papel e fui pegar um café. Eu devia ter visto o telefone do cara antes de ter feito a bolinha. Até agora, tenho minhas dúvidas se era mesmo um vendedor ou se era alguém pago por minha mãe.

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