Oito e quinze?

Ontem, no auge de uma crise de amigdalite, liguei para o médico e:

Eu – Oi, eu queria marcar uma consulta.
Secretária – Vamos ver… Daqui a duas semanas está bom?
Eu – Duas semanas? É que é urgente, sabe. Eu sei que aí não é pronto-socorro, mas eu estou mal mesmo.
Secretária – Não tem como…
Eu – Tenta me encaixar em algum horário, por favor. Eu realmente estou mal. Minha garganta está completamente fechada, com pus, estou até com falta de ar.
Secretária – Tá bom… Vem amanhã, quinze para as oito da manhã, então.
Eu – Quinze para as oito da manhã?! Nossa. Não tem algum horário mais tarde, não?

Sim, essa mulher teve motivos para me odiar. Mas eu fico folgada quando estou à beira da morte. Ou à beira de uma crise de hipocondria.

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